Pena de oito anos por não se curvar para os policiais

A revista na casa de um amigo de infância foi brutal. O motivo? Atitudes suspeitas. Tão suspeitas que fizeram com que os policiais espancassem Willian Jaci em frente às crianças. Passou pela experiência humilhante de ficar nu e ser agredido. O que ele fez? Não se curvou diante dos tais policiais que o chamavam de traficante. Não tinha relação alguma com as drogas. Pois nunca usou e muito menos vendeu, pois não tinha tempo para isso, mas mesmo assim foi condenado a 8 anos de prisão.

Willian é pobre, de cor parda e com curso fundamental incompleto. Um trabalhador de carteira assinada. Era porteiro. Além de trabalhador, o rapaz é honesto. Por ter sido criado sem a presença do pai, teve que trabalhar desde muito cedo para ajudar na criação de suas irmãs menores.

A mãe foi avisada pelo advogado contratou para defender o filho, que se entrassem no processo afirmando que ele era usuário, Willian não seria condenado. A mãe não pensou duas vezes em não autorizar tal calúnia, pois nunca soube ou percebeu que o filho era usuário. Com essa atitude, acabou por condenar seu filho, preso desde o dia 6 de agosto de 2011.

O rapaz foi preso por ser negro, pobre e não abaixar a cabeça diante dos policiais. Pois já havia sido constrangido várias vezes na rua. Mas como não portava nada ilegal, nunca abaixou a cabeça. Os policiais juraram que ainda o pegariam. E assim o fizeram.

Principalmente os policias com nome de “Luquinhas” e “Cicatriz”. Mas como provar isso? Seria a palavra de um negro pobre contra a palavra dos policias.

 

Apêndice:
Pergunta que fica: A lei é aplicada igualmente para qualquer pessoa da sociedade? Willian foi condenado a oito anos de prisão em regime fechado.

 

Caso enviado pela mãe do acusado, Maria Elisabete Cardoso

Apêndice do jurista Pedro Abramovay

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