A prisão de Rogério se deu durante uma incursão policial em uma comunidade no momento em que ele foi comprar a droga, apareceu a viatura e o rendeu junto com mais um menino que era menor. Quando foi preso, trabalhava em uma fábrica, seu dinheiro era unicamente para manter o vício.
O verdadeiro traficante pulou o muro e fugiu com mais um rapaz que deixou cair a carteira com documentos. Os policiais tentaram alcançá-los e sem êxito disseram: “Ou me falam onde os que fugiram moram ou vocês assumirão as drogas”.
No boletim de ocorrência os policiais contaram que revistaram Rogério e que encontraram dinheiro e 55 cápsulas de cocaína. No BO, foi informado que o menor carregava 11 trouxinhas de maconha. E o rapaz que fugiu levava50 pedrasde crack.
Rogério contava com várias testemunhas, mas no momento da audiência ninguém apareceu. Sem que a família soubesse, o advogado contratado, Dr. Nazareno José dos Santos, abandonou o caso um mês antes da audiência. A família chegou inclusive a pagar R$800,00 para o advogado.
No momento da audiência havia um defensor público nomeado pela juíza. O defensor não estava sabendo do caso e não chamou as testemunhas principais. Ficou dito apenas o que os policiais alegaram. Está preso desde então.
A falta de critérios claros na lei para separar traficantes de usuários faz com que os depoimentos dos policiais que fizeram a prisão se transforme praticamente em sentença.
Como muitos outros, Rogério foi condenado injustamente.
Caso publicado pelo defensor Dr. Nazareno José dos Santos